Mais Resultados

Todo ano, no mês de agosto, o mundo celebra o Dia Mundial do Aleitamento Materno. As redes sociais se enchem de fotos bonitas, campanhas com bebês sorridentes e frases sobre o poder do leite materno. E tudo isso é legítimo – apesar de, talvez, romântico demais.
Mas existe uma conversa que não acontece tanto nesse mesmo mês de agosto. A conversa sobre a mãe que chorou de dor nas primeiras mamadas. Sobre a que ficou horas tentando encaixar o bebê no peito e não conseguiu. Sobre a que viu o leite secar e sentiu que havia falhado como mãe. Sobre a que desejou tanto amamentar e, por razões que muitas vezes estavam além do seu controle, não conseguiu da forma que queria.
Esse texto é para essas mães também.
Amamentar é, para muitas mulheres, uma experiência linda. Mas para uma parcela significativa delas, é também dolorida, assustadora e solitária, especialmente nas primeiras semanas.
A fissura mamilar, que são as rachaduras nos bicos do seio causadas por uma pega incorreta, é uma das queixas mais comuns no puerpério. A dor pode ser tão intensa que a mãe treme antes de cada mamada. O ingurgitamento mamário, quando o leite desce com tanta força que as mamas ficam duras e quentes como pedra, pode dificultar justamente o que deveria ser simples: o bebê conseguir sugar.
Existem ainda as questões anatômicas. Bicos invertidos ou planos tornam a pega naturalmente mais difícil para o recém-nascido. Freio lingual curto no bebê, condição chamada de anquiloglossia, limita o movimento da língua e compromete a sucção. São situações que têm solução, mas que, sem orientação, parecem intransponíveis às três da manhã com um bebê chorando e um peito que dói.
E tem ainda a questão da produção de leite. O chamado “leite fraco” é um mito, um fator cultural, pois a grande maioria das mulheres têm leite suficiente para alimentar o bebê. O problema é que muitas mães não sabem disso. Quando o bebê chora muito e parece insatisfeito, a interpretação imediata é que o leite não está sustentando. E aí começa a introdução precoce de fórmula, que por sua vez reduz a estimulação do peito e isso, de fato, diminui a produção.
É um ciclo que se fecha sobre a mãe, e que raramente é culpa dela.

Existe uma pressão silenciosa, mas enorme, sobre as mães que têm dificuldade para amamentar. A mensagem que circula, muitas vezes de forma subliminar, é a de que amamentar é natural, portanto qualquer mulher que não consiga estaria, de alguma forma, falhando.
Pesquisas mostram que mães que não conseguem amamentar relatam sentimentos de tristeza, angústia e culpa intensos, chegando a dizer que se sentiram inválidas e incapazes.Uma mãe descreveu a experiência como “parecer que não seria mais mãe.”
Esse peso emocional tem consequências reais. Estudos indicam que mães que enfrentam dificuldades durante a amamentação ou não conseguem amamentar podem sentir culpa, vergonha e decepção. E essa culpa, quando não é acolhida, pode se transformar em algo mais sério, como a relação entre dificuldades na amamentação e risco aumentado de depressão pós-parto.
Ninguém deveria carregar esse peso sozinha. E ninguém deveria precisar.
Aqui está uma verdade que muda tudo: a maioria das dificuldades da amamentação tem solução. Pega incorreta, produção de leite que parece insuficiente, dor nas mamadas, bebê que não se encaixa bem no peito: são problemas que, com orientação adequada e suporte no momento certo, se resolvem.
De acordo com alguns estudos, o desmame precoce está diretamente ligado ao déficit de informações e à inexperiência, não à incapacidade da mãe. O que falta, na maioria dos casos, não é vontade. É alguém que saiba orientar, que chegue no momento certo, que não julgue e que ajude a encontrar o caminho.
A consultoria de amamentação existe exatamente para isso. Não é um luxo. É um suporte especializado que pode ser a diferença entre uma mãe que desiste com o coração partido e uma que segue em frente com segurança, seja amamentando pelo tempo que deseja, seja fazendo as pazes com o processo do jeito que ele se apresentou para ela.
Porque o objetivo final não é a amamentação a qualquer custo. É uma mãe bem, um bebê bem, e uma relação construída com amor, independente de como a alimentação aconteceu.
É preciso dizer isso com todas as letras: há mães que não conseguem amamentar. E isso não as torna menos mães.
Existem condições médicas que impedem ou dificultam severamente a amamentação. Há históricos cirúrgicos que afetam a produção de leite. Há bebês com condições que tornam a sucção inviável. Há mães que passaram por tratamentos que contraindicam a amamentação. E há também aquelas que, após muito tentarem e sofrerem, precisaram escolher a própria saúde mental, e essa é uma escolha que merece respeito, não condenação.
O desmame dói. Dói para o bebê e dói para a mãe. Não é dor física necessariamente, mas dói o coração. A mãe que desmamou antes do que queria já carrega peso suficiente. Ela não precisa carregar também o julgamento de quem não viveu o que ela viveu.
O que ela precisa é de acolhimento. E de saber que o vínculo com o filho não depende, exclusivamente, do peito.
Uma das maiores angústias das mães que não conseguem amamentar é o medo de que o vínculo com o bebê seja prejudicado. E é importante falar sobre isso com honestidade.
O vínculo entre mãe e filho se constrói no olhar, no colo, no cheiro, na voz que acalma, na mão que segura. Ele se constrói nas mamadas, sim, mas também no banho, na troca, nas músicas cantadas de madrugada, nos momentos registrados – na mente e por lentes – que ficam para sempre.
A amamentação é uma forma de conexão. Mas não é a única. E reconhecer isso não diminui a amamentação: liberta as mães que não puderam vivê-la de uma culpa que nunca foi justa.
Celebrar o aleitamento materno é importante. Os benefícios do leite materno para a saúde do bebê são reais e documentados, e incentivar e apoiar as mães que querem amamentar é uma causa que vale a pena.
Mas celebrar a amamentação sem falar nas dificuldades reais, sem nomear a culpa que muitas mães carregam, sem oferecer suporte concreto para as que estão no meio do processo, é uma celebração incompleta.
O Dia Mundial do Aleitamento Materno deveria ser, também, um dia de acolhimento para quem tentou e não conseguiu. Um dia de reconhecimento para as mães que sofreram muito antes de chegar a algum lugar. Um dia para dizer, em voz alta: você não estava sozinha, e você não falhou.
A Beta Imagens acompanha famílias desde a gestação. Fotografa barrigas, recém-nascidos, primeiros sorrisos, primeiros meses. E, exatamente porque acompanha de perto essa fase tão intensa, sabe o quanto ela pode ser difícil.
Por isso, a consultoria de amamentação e o curso de aleitamento materno, oferecidos pelo estúdio, existem como um suporte real para mães que estão no meio desse processo. Não para impor um resultado, mas para oferecer informação, técnica e acolhimento no momento em que mais faz diferença.
Se você está grávida e quer se preparar para a amamentação antes do bebê chegar, esse é o momento ideal. Se você já está no puerpério e está enfrentando dificuldades, saiba que ajuda existe e que pedir ajuda é um ato de coragem, digno e merecido, não de fraqueza.
No Estúdio Beta Imagens, em Porto Alegre, você encontra um espaço que recebe mães sem julgamento. Seja para a consultoria de amamentação, seja para registrar essa fase com um ensaio de gestante ou um ensaio newborn, o estúdio está aqui para acompanhar a sua história do jeito que ela é, não do jeito que as campanhas mostram.
Porque maternidade real merece suporte real. E memórias reais merecem ser eternizadas com carinho.
Entre em contato com o Estúdio Beta Imagens em Porto Alegre e saiba como podemos caminhar com você nessa fase.
| Cookie | Duração | Descrição |
|---|---|---|
| cookielawinfo-checkbox-analytics | 11 months | This cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookie is used to store the user consent for the cookies in the category "Analytics". |
| cookielawinfo-checkbox-functional | 11 months | The cookie is set by GDPR cookie consent to record the user consent for the cookies in the category "Functional". |
| cookielawinfo-checkbox-necessary | 11 months | This cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookies is used to store the user consent for the cookies in the category "Necessary". |
| cookielawinfo-checkbox-others | 11 months | This cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookie is used to store the user consent for the cookies in the category "Other. |
| cookielawinfo-checkbox-performance | 11 months | This cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookie is used to store the user consent for the cookies in the category "Performance". |
| viewed_cookie_policy | 11 months | The cookie is set by the GDPR Cookie Consent plugin and is used to store whether or not user has consented to the use of cookies. It does not store any personal data. |